Insatisfação com a aparência é um forte indicador de depressão na idade adulta (13 de abril de 2021)
Você sabia que a insatisfação com a aparência na adolescência pode ser um indicador de quadro de depressão na fase adulta? Pelo menos é o que mostra dados de um estudo realizado no Reino Unido.
Ficou curioso? Então continue sua leitura e entenda mais sobre como essa insatisfação com a aparência pode se tornar um forte indicador de quadros depressivos na fase adulta.
Insatisfação com aparência na adolescência pode indicar depressão na fase adulta – Entenda
Um estudo feito pelo Reino Unido e publicado no Journal of Epidemiology & Community Help analisou como os efeitos da insatisfação com a aparência na adolescência podem repercutir na vida adulta e influenciar no desenvolvimento de um perfil depressivo.
Isso mesmo! O estudo analisou cerca de 4000 pessoas. E levou em conta as mães e filhos nascidos entre 1991 e 1992 em Somerset, Inglaterra.
Os participantes foram questionados sobre suas percepções em relação as suas estruturas corporais, considerando partes como coxas, quadris, cabelo, estômago, cintura, nádegas, pernas, seios e rosto. Além disso, o estudo avaliou cada parte do corpo com uma pontuação de 0 (extremamente insatisfeito) a 5 (extremamente satisfeito).
No geral, todos se sentiam razoavelmente satisfeitos com seus corpos. Mas, as meninas eram as que apresentavam maiores queixas. Principalmente em relação aos pesos, coxas e estômagos.
Já os meninos, apresentaram reclamações quanto aos seus estômagos, quadris e constituições corporais, estando menos preocupados com seus pesos, cabelos e pernas.
Após tal avaliação, foram analisados eventuais sintomas depressivos nesses mesmos candidatos após atingirem 18 anos de idade. Nesse momento o estudo observou uma relação direta entre a insatisfação com a aparência e os quadros depressivos apresentados.
Principais sintomas depressivos detectados
Para avaliação do quadro depressivo foi utilizada uma escala validada, a CIS-R, que é uma entrevista psiquiátrica padronizada que avalia os TMC (transtorno Mental Comum) e suas categorias diagnósticas para enquadramento no CID-10.
As meninas apresentaram mais episódios depressivos do que os meninos. O que, aliás, já era de se esperar, visto que, na adolescência, elas apresentaram maiores índices de insatisfação com a aparência.
Diante disso, as principais conclusões quanto aos sintomas depressivos foram:
- 10% das meninas apresentaram ao menos um quadro depressivo, ao passo que os meninos na proporção de 5%;
- 7% das meninas relataram ao menos um quadro depressivo moderadamente grave, enquanto os meninos na quantia de 3%;
- cerca de 1,5% sofreram episódios depressivos graves, ao passo que 0,7% dos meninos foram acometidos.
Isso fez com que os estudiosos concluíssem que a insatisfação corporal aos 14 anos, em meninas, é um sinal indicativo de desenvolvimento de quadros depressivos em todos os graus de severidade a partir dos 18 anos de idade. Enquanto que nos meninos, são mais presentes quadros leves e graves.
A associação fica mais evidente de acordo com à gravidade do episódio. Ou seja, o impacto da insatisfação corporal é maior em quadros depressivos graves.
Como melhorar a relação que se tem com o próprio corpo
Levando em conta o impacto da insatisfação com a aparência na saúde mental das pessoas, é sempre importante adotar algumas medidas que ajudam a melhorar sua relação com o próprio corpo. Entre elas, podemos citar:
- Investir no autoconhecimento;
- Não consumir conteúdos que imponham um padrão de corpo, como revistas ou então perfis em mídias sociais;
- Fazer elogios a si mesmo;
- Alimentar-se bem com o objetivo de investir na sua saúde e, não necessariamente, na sua estética.
A insatisfação com a aparência é uma questão de saúde pública e pode estar associada a quadros depressivos. Para evitar problemas como esses, procure adotar as dicas acima e tente manter uma boa relação com seu corpo. Afinal, a prevenção é sempre o melhor remédio!
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