Memória perdida pela Alzheimer pode ser recuperada

Memória Perdida pelo Alzheimer Pode ser Recuperada!

Estudos revelam que a memória perdida pela doença de Alzheimer pode ser recuperada (16 agosto 2017)

Diferentemente do que muitos pensam, a memória perdida pela doença de Alzheimer não é uma condição irreversível, pelo menos é o que mostra um estudo publicado na revista Nature e que envolve essa área.

De acordo com os pesquisadores que realizaram esse estudo, a memória não é perdida, mas muita gente tem dificuldade em recupera-la após o diagnóstico da doença.

Segundo os pesquisadores, existe uma possibilidade de tratamento que pode levar a cura para os estragos causados em função da demência.

Mais sobre o experimento!

A conclusão de que a memória perdida em função do Alzheimer foi possível graças as pesquisas realizadas com ratos geneticamente modificados, que apresentavam sintomas semelhantes às pessoas que sofrem com essa doença.

Nessa pesquisa, foram usados dois grupos de ratos, sendo que um apresentavam os sintomas da doença de Alzheimer e o outro não. Inicialmente os dois grupos de ratos foram inseridos dentro de uma caixa por onde passar um nível baixo de corrente elétrica, que causava uma sensação desagradável, mas se gerar danos para os animais.

Quando devolvidos para esta caixa 24 horas depois, os ratos que não apresentavam os sintomas da doença de Alzheimer tiveram um comportamento indicativo de medo e receio, diferentemente do grupo de ratos que apresentavam os sintomas da doença, que se mostraram indiferentes a caixa, indicando assim que não guardaram a memória da experiência gerada pela caixa.

Mas os cientistas estimularam determinadas áreas do cérebros dos ratos, utilizando luz azul, os animais passaram a ter lembranças de experiências nas quais não conseguiam ter acesso em momentos anteriores. Com isso, foi possível evidenciar que a doença de Alzheimer não deteriora a memória do indivíduo, mas a torna inacessível.

Ainda de acordo com os estudos, os pesquisadores mostraram que as pessoas com a doença de Alzheimer tem a capacidade de preservar a memória cerebral, pelo menos nos estágios iniciais da doença, e isso faz com que as chances dessas pessoas recuperarem a memória são infinitamente maiores.

Doença de Alzheimer e conexões sinápticas: qual a relação?

Com a realização da pesquisa, foi possível perceber que um dos fatores que explicam a falta de memória em indivíduos com Alzheimer, é porque eles apresentam menos espinhas dendríticas, região onde as conexões sinápticas são geradas.

Com o estimulo da memória, no caso dos estudos feitos com os ratos, esses animais puderam reformular o número de espinhas dendrites, ficando com a estrutura igual ao de ratos normais.

Isso mostra que a memória dos ratos pôde ser recuperada a partir de um estimulo natural, o que também pode ocorrer em humanos.

Os resultados obtidos a partir dessa pesquisa, que foi patrocinada pelo Centro RIKEN-MIT para Genética de Circuitos Neurais, representa uma excelente notícia para pacientes com Alzheimer, uma vez que mostra para as pessoas que a recuperação da memória nesses casos é possível através da realização de estímulos neuronais e treinamentos específicos nesta área.

Atualmente já existem clinicas especializadas em avaliações e treinamentos neuropsicológicos que trabalham justamente na ideia de promover estímulos cerebrais e assim converter os sintomas de doenças como Alzheimer, por exemplo.

Portanto, fica claro que a doença e Alzheimer não acaba com a memória, apenas dificulta o acesso a ela. Mas com o tratamento e estímulos adequados já é possível reverter esse quadro!